Comportamento Geoespacial da Leishmaniose Tegumentar Americana no Município de Tangará da Serra – MT

Autores

  • Craudeli Moreira Moreira Hospital Universitário Júlio Muller de Cuiabá-MT
  • Alex Semenoff Segundo Semenoff Segundo
  • Artur Aburad de Carvalhosa Aburad Carvalhosa
  • Luciana da Silva Estevam Silva Estevam
  • Samira Amorim Pereira Amorim Pereira
  • Antonio Marcos Moreira Aguilar Marcos Moreira Faculdade de Ciências Humanas, Biológicas e da Saúde de Primavera do Leste/MT

DOI:

https://doi.org/10.17921/2447-8938.2016v18n3p171-6

Resumo

A leishmaniose é uma doença infectoparasitária de importância epidemiológica mundial, configurando-se entre os seis agravos tropicais mais relevantes. Analisar o comportamento geoespacial da Leishmaniose Tegumentar Americana no município de Tangará da Serra entre os anos de 2007 a 2013, utilizando técnicas de georreferenciamento. Estudo ecológico, transversal, descritivo quantitativo. As informações epidemiológicas foram compiladas da base de dados oficial do Sistema Nacional de Agravos Notificáveis do município de Tangará da Serra/MT. Foram notificados 391 casos, com prevalência na faixa etária de 21 a 30 anos com 86 casos (21,99%). O sexo predominante foi o masculino com 352 casos (90,02%). A forma clinica mais comum foi a cutânea com 317 casos (81,07%), 369 (94,37%) foram notificados como casos novos, 21(5,37%) como recidivas, 383(97,95%) receberam alta por cura clínica, quatro abandonos (1,02%) foram registrados, três transferências (0,76%), um óbito por outras causas (0,25%). O exame mais utilizado no diagnóstico foi o parasitológico com 294 (75,19%). A área urbana predominou com 276 registros (70,58%). A análise espacial mostrou predomínio de casos em locais, cuja vegetação predominante era d e pastagem e d e outros usos. Foram demonstradas ocorrências de casos de Leishmaniose Tegumentar Americana em regiões de pastagens e outros usos, sugerindo modificação na epidemiologia da doença no município estudado. Propõe inclusão do local provável da infecção na ficha de notificação, ações conjuntas entre a vigilância ambiental e medicina veterinária no controle da doença, pesquisa de captura de vetores da leishmaniose e seguimento de dois anos do paciente após cura.

Biografia do Autor

Craudeli Moreira Moreira, Hospital Universitário Júlio Muller de Cuiabá-MT

Enfermeiro Assistencial do Ambulatório de Infectologia do Hospital Universitário Júlio Muller da Universidade Federal do Mato Grosso. Especialista em Enfermagem do Trabalho. Mestre em Ciências Odontológicas Integradas pela Universidade de Cuiabá-MT.

Alex Semenoff Segundo Semenoff Segundo

Professor Doutor do Programa de Mestrado em Ciências Odontológicas Integradas. Departamento da Pós Graduação da Universidade de Cuiabá-MT

Artur Aburad de Carvalhosa Aburad Carvalhosa

Professor, Doutor, do Mestrado em Ciências Odontológicas Integradas; Departamento de Pós-graduação da Universidade de Cuiabá-MT.  

Luciana da Silva Estevam Silva Estevam

Bióloga. Mestre em Ciências Ambientais pela Universidade de Cuiabá-MT.

Samira Amorim Pereira Amorim Pereira

Administradora de Empresa. Mestranda em Ciências Ambientais pela Universidade de Cuiabá-MT

Antonio Marcos Moreira Aguilar Marcos Moreira, Faculdade de Ciências Humanas, Biológicas e da Saúde de Primavera do Leste/MT

Enfermeiro. Mestre em Saúde Coletiva. Especialista em Enfermagem do Trabalho. Especialista em Gestão em Saúde. Especialista em Saúde Pública. Pós Graduando em Urgência e Emergência. Pós Graduando em Unidade de Terapia Intensiva. Pós Graduando em Dermatologia com Ênfase em Feridas. Docente do Curso de Enfermagem e Ciências Biológicas da Faculdade de Ciências Humanas, Biológicas e da Saúde de Primavera do Leste/MT.

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Publicado

2016-10-06

Edição

Seção

Artigos